REFLEXÃO EM DESTAQUE - Lívia Pereira de Souza

"Apesar dos nossos defeitos, precisamos enxergar que somos pérolas únicas no teatro da vida e entender que não existem pessoas de sucesso e pessoas fracassadas. O que existem são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles".
Augusto Cury

terça-feira, 5 de julho de 2011

LÍNGUA DE SINAIS BRASILEIRA

KARNOPP, Lodenir becker, QUADROS, Ronice Muller de. Língias de Sinais Brasileira: estudos lingüísticos. 1ª ed. 2004.

O livro Língua de Sinais Brasileira de Ronice Muller e Lodenir Becker trata dos desenvolvimentos fonológicos, morfológicos e sintáticos da língua de sinais brasileira. Desta forma, é importante porque tem explicações e suas respectivas fotos abrangendo situações que ocorrem frequentemente na língua de sinais.

O primeiro capítulo, primeiramente conceitua a lingüística como o estudo científico da língua natural humana, pois é uma ciência que descreve línguas em todos os seus aspectos e formula teorias de como ela funciona. Além disso, trata de suas respectivas áreas de conhecimento, como por exemplo, fonética e fonologia, logo após dá enfoque às línguas naturais que é o termo usado para definir as línguas faladas por seres humanos, diferenciando das línguas formais construídas. As línguas de sinais são consideradas línguas naturais porque possuem características das línguas faladas ou orais. No entanto, a língua de sinais tem uma dependência estrutural que possibilita o entendimento da estrutura interna de uma sentença, independente do número de elementos lingüísticos envolvidos.

O segundo capítulo fala sobre a fonologia das línguas que explica quais são as unidades mínimas que formam os sinais e suas relações no ambiente fonológico. Segundo Stokoe os sinais se decompõem em três principais aspectos: a configuração de mão (CM), a locação de mão (L) e o movimento da mão (M). A língua de sinais brasileira, segundo Ferreira-Brito apresenta 46 CMs, sendo que nem todas as línguas de sinais têm o mesmo inventário. Já o movimento de mão está ligado ao objeto e ao espaço, pois o espaço é a área em torno do corpo do enunciador e as mãos do enunciador representam o objeto. A locação de mão é a área no corpo, ou no espaço de articulação definido pelo corpo, em que ou perto do qual o sinal é articulado.

O terceiro capítulo retrata a morfologia que é o estudo da estrutura interna das palavras ou dos sinais, assim como das regras que determinam a formação das palavras, fala também do processo de formação das palavras, pois alguns morfemas por si só constituem palavras, outros nunca formam palavras, apenas constituem partes da palavras. Nesse capítulo vemos também os classificadores que é a forma de apresentar o sinal que geralmente é icônico. A morfologia tradicional apresenta basicamente duas áreas de investigação: a derivacional que detém a formação do estudo de diferentes palavras com uma mesma base lexical como, por exemplo, sonhador é derivado de sonhar; e a flexional que envolve o estudo dos processos que acrescentam informação gramatical à palavra que já existe.

No quarto capítulo, a ênfase é dada a sintaxe espacial; a ordem das frases e aos verbos com concordância e sem concordância. Para que haja as relações sintáticas é necessário um espaço em que são realizados os sinais, o estabelecimento nominal e o uso do sistema pronominal. Assim, deve-se enxergar o sistema visuoespacial e não oral-auditivo. Um exemplo disso é o sinal da palavra CASA que pode acompanhar o local estabelecido para o referente. As frases também sofrem influencias não só do gesto manual, mas também as expressões faciais.

Conclui-se que a língua de sinais brasileira é muito complexa, pois ela tem sua peculiaridade que são embasadas por vários autores, cada um com sua opinião. As marcas não-manuais também contribuem para o entendimento da comunicação e da concordância no sentido sintático, pois a língua de sinais está interligada as línguas orais ou humanas.

por Lívia Souza

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